Os residentes da vila de Mocímboa da Praia, além de insuficiência de produtos de primeira necessidade, queixam-se da falta de medicamentos básicos nas unidades sanitárias, uma situação que se verifica em todo o distrito e que afeta cerca de 145 mil habitantes.
“Além de faltar alimentos e combustíveis, há problemas de medicamentos. (A situação) é pior agora que a conjuntivite está alastrar e a procura dos serviços de saúde é maior,” disse um residente local.
Segundo outra fonte, devido ao medo, agentes particulares já não vendem comprimidos no mercado informal, porque no passado foram acusados de fornecer fármacos aos terroristas, uma situação que aumenta a procura.
O governo distrital reconhece que Mocímboa da Praia está a viver uma situação de escassez de medicamentos, mas assegura dispõe de medicamentos na unidade sanitária da sede do distrito, com maior densidade populacional.
Sérgio Cipriano, administrador do distrito confirmou que se verifica alguma escassez e refere o esforço em curso para ultrapassar a situação. Citado pela rádio Zumbo FM, Cipriano diz que “em algumas unidades sanitárias do distrito de Mocimboa da Praia, temos escassez de fármacos, mas temos um pouco de stocks de fármacos na sede.” O administrador reconhece que também, ao nível dos postos administrativos, se regista “alguma rotura de falta de medicamentos.”
A falta de disponibilidade de fármacos, combustíveis e produtos alimentares na região devem-se a problemas de transitabilidade ao longo da estrada N380, sobretudo no troço Chai, em Macomia e Miangaleua, no distrito de Muidumbe.