O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou nesta quinta-feira (29), no distrito de Palma, em Cabo Delgado, a retoma do projecto de gás natural liquefeito, paralisado há cerca de cinco anos devido a questões de segurança.
O acto contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, empresa francesa que lidera o processo de exploração do gás da Bacia do Rovuma.
No seu discurso, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou que a retoma do projecto abre novas oportunidades de negócio para micro, pequenas e médias empresas, em resposta às políticas de conteúdo local e inclusão económica.
Espera-se que o Estado moçambicano arrecade cerca de 35 mil milhões de dólares em receitas, resultantes de impostos, lucros e outras contribuições fiscais.
Está igualmente previsto que o processo de operação integre as comunidades locais em toda a cadeia de valor, desde a produção até ao fornecimento de bens e serviços.
O investimento, estimado em mais de 20 mil milhões de dólares, deverá empregar pelo menos 17 mil pessoas. Actualmente, encontram-se empregadas cerca de 4.500, das quais 80% são cidadãos nacionais.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, garantiu que questões de natureza contratual nunca foram determinantes para a retoma das actividades.