A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve quatro indivíduos no distrito de Marrupa, província de Niassa, suspeitos de posse ilegal de arma de fogo e envolvimento em roubos armados na zona mineira de Ntrincue.
Os detidos foram apresentados como Paulino José Augusto (39 anos), Issufo Adamo (38), Bernardo Omar Momade (39) e Chaibo Martins (37). A sua captura ocorreu no dia 29 de março do corrente ano, na sequência de uma operação policial baseada na recolha e análise de informações.
De acordo com a PRM, a acção permitiu desarticular o grupo que operava em vários distritos da província, incluindo Marrupa, Majune, Mandimba, Muembe e Lichinga. A operação está ligada à investigação de crimes de roubo registados desde janeiro deste ano, concretamente no povoado de Ntrinque.
O comandante distrital da PRM em Marrupa, Matias Celestina Maria Chiburre, indicou que o primeiro suspeito é considerado o líder da quadrilha, coordenando as atividades a partir da cidade de Lichinga, com o apoio direto de um dos comparsas. Segundo a fonte, o indivíduo já tinha antecedentes de fuga às autoridades, tendo escapado a uma operação policial em 2022, que visava um outro grupo criminoso envolvido em assaltos a transportes semi-coletivos em vários troços da região.
Ainda segundo aquele membro da autoridade, um dos membros do grupo exercia actividades de moto-taxista e era responsável por transportar os restantes comparsas, utilizando uma motorizada de grande porte.
Durante a operação, a polícia apreendeu uma arma do tipo AK-47, modificada (com cano cortado e sem coronha), acompanhada por um carregador com 30 munições de calibre 7,62×39 mm, além de duas munições adicionais. A arma encontrava-se escondida na residência de um dos suspeitos, na cidade de Lichinga.
Foi também recuperada uma motorizada da marca Lifan, de cor azul e sem matrícula, que havia sido adaptada para facilitar o transporte ilegal da arma.
A PRM revelou ainda que os detidos confessaram a prática de vários crimes na província. Neste momento, encontram-se sob custódia no comando distrital de Marrupa, enquanto decorrem os trâmites legais, uma vez o processo já foi encaminhado ao Ministério Público, através do Aditamento n.º 03/PRM/MAR/2026.