Os professores do Sistema Nacional de Educação, realizam, esta segunda-feira, 29 de janeiro, na cidade de Maputo, uma marcha de protesto contra as condições de trabalho, designadamente o ensino a turmas superlotadas e, por isso, anunciaram que, este ano, não vão dar aulas a turmas com mais de 100 alunos.
A decisão dos professores foi comunicada esta manhã, no decurso da ação de protesto que, além da reivindicação da redução do número de alunos por turma, também serviu para exigir a eliminação de turmas ao relento e o pagamento dos subsídios de horas extraordinárias em dívida.
Empunhando panfletos e entoando cânticos, os professores desfilaram desde a estátua Eduardo Mondlane, no centro da capital, percorrendo as principais avenidas até ao jardim dos professores.
“Caso neste ano letivo 2024, tenhamos turmas com mais de 100 alunos, faremos questão de dividir a lista e o Governo vai decidir o que fazer com a outra parte”, ameaçam os professores.
O pagamento do subsídio de horas extraordinárias é um dos principais pontos de reivindicação, uma vez que, segundo contaram, apenas os professores de três escolas é que beneficiaram da medida, depois da promessa feita, no ano passado, pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
Os professores criticam ainda a obrigatoriedade a que têm sido submetidos de promover passagens automáticas de alunos, mesmo sem o aproveitamento pedagógico necessário.
Aurélio Sambo – Correspondente