No último fim-de-semana, nas proximidades de Muaguide, na via de Macomia, na província de Cabo Delgado, um grupo de terroristas assassinaram um motorista de transporte público, queimaram um carro e pararam outro veículo da companhia de transporte Nagi Investments. Desta ação resultou o roubo de dinheiro dos passageiros e a entrega de duas cartas aos colaboradores da companhia, maioritariamente da religião islâmica.
A missiva, escrita em português e inglês, informava que os motoristas que não fossem da religião islâmica seriam assassinados, ou, para isso não acontecer, teriam que pagar determinadas somas em dinheiro.
Um motorista foi ameaçado pelo grupo e obrigado a ligar para o proprietário do camião para que pagasse o resgate da sua viatura e do seu motorista num valor de 150 mil meticais, caso contrario, a mesma seria incendiada e o motorista assassinado.
Já na zona sul de Cabo Delgado, através de incursões, o grupo terrorista assaltou mercearias, em Chiúre, onde recolheram todos os produtos alimentares e dirigiram-se para as proximidades do rio Lúrio. As autoridades policiais e militares posicionaram-se em diferentes unidades nas bermas do rio com o objetivo de impedir qualquer tentativa de migração do grupo para Nampula ou outras regiões próximas.
Os ataques terroristas têm ocorrido com maior intensidade em diferentes posições militares e já fizeram várias baixas nas Forças de Defesa e Segurança (FDS), facto que foi confirmado pelo Administrador de Macomia, Tomás Bandae. No último sábado, foram mortos 25 militares e verificaram-se incêndios em infraestruturas privadas e do Governo, no distrito de Chiure, na passada terça-feira 13.
Aurélio Sambo – Correspondente