A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) saudou a decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas de estabelecer 16 de novembro como o Dia Internacional da Dieta Mediterrânica. A iniciativa pretende aumentar a consciência sobre a importância de dietas saudáveis, sustentabilidade e tradições territoriais para a segurança alimentar e a melhoria da nutrição.
A resolução, apresentada por Itália em nome de um grupo de países mediterrânicos, incluindo Portugal, França, Grécia e Espanha, pretende também contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para a FAO, esta celebração é uma oportunidade para sublinhar os benefícios das dietas territoriais na saúde humana, sustentabilidade ambiental e coesão social, ao mesmo tempo que ajuda a enfrentar desafios como o desperdício alimentar e o aumento da obesidade.
A dieta mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como património cultural imaterial, privilegia o consumo de frutas e legumes frescos, cereais integrais, frutos secos, leguminosas e azeite, com consumo moderado de peixe, carne, ovos e laticínios, e reduz a ingestão de doces. A FAO destaca que a preservação desta dieta é fundamental não só pelo valor nutricional, mas também pelas tradições sociais, culturais e ambientais que a sustentam.
A organização está a desenvolver o hub de conhecimento SABIR, destinado a reunir recursos sobre padrões alimentares mediterrânicos e os seus benefícios para a nutrição, saúde e ambiente. A FAO espera que o Dia Internacional da Dieta Mediterrânica promova maior consciencialização, investimento e ação para conservar estes padrões alimentares e as práticas sociais e produtivas associadas.