GreenYellow prevê 2026 como ano de transformação energética em Portugal

O setor energético em Portugal prepara-se para mudanças significativas em 2026, com inovação, digitalização e integração das energias renováveis a assumirem um papel central. A GreenYellow Portugal destaca o próximo ano como crucial, apontando para o aumento da eficiência, o uso de tecnologias inteligentes e a maior participação de consumidores na gestão da energia.

Miguel Almeida Henriques, Presidente do Comité Executivo da GreenYellow Portugal, afirma que o país entra numa “nova era da energia”, marcada por sistemas mais sustentáveis, resilientes e tecnologicamente avançados.

A empresa identifica cinco tendências que vão orientar o setor em 2026:

  1. Expansão das energias renováveis e comunidades de energia – A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis continuará a crescer, acompanhada do surgimento de comunidades de energia que permitem partilhar a energia gerada localmente entre vários utilizadores, promovendo autonomia e redução de custos.
  2. Armazenamento e Virtual Power Plants (VPPs) – O aumento da energia renovável exige soluções de armazenamento e redes inteligentes que equilibrem a produção, suavizem picos de consumo e criem novas oportunidades de negócio.
  3. Digitalização e eficiência energética – Redes inteligentes possibilitam monitorização em tempo real, manutenção preditiva e gestão otimizada da procura, aumentando a fiabilidade do sistema e reduzindo custos operacionais.
  4. Mobilidade elétrica integrada – O crescimento dos veículos elétricos requer sistemas de carregamento inteligentes, coordenados com armazenamento e VPPs, para manter a estabilidade da rede e oferecer novos serviços energéticos.
  5. Inteligência Artificial aplicada à gestão energética – A IA permitirá antecipar padrões de consumo, automatizar decisões críticas e otimizar a operação de infraestruturas, fortalecendo a eficiência e a resiliência do sistema.

Henriques sublinha que estas mudanças representam não apenas oportunidades de crescimento, mas também fundamentos essenciais para um futuro energético sustentável e participativo em Portugal.

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