Em abril de 2026, os investidores em Certificados de Aforro da Série F vão beneficiar de uma subida dos juros, refletindo a recente valorização da Euribor a três meses. A taxa base sobe para 2,138%, um aumento de 12,6 pontos base face a março, o que representa a maior variação mensal em mais de dois anos e o valor mais alto desde maio de 2025.
Os Certificados de Aforro mantêm um teto máximo de 2,5%, definido pelo Estado, e acrescentam prémios de permanência que aumentam com os anos de aplicação, chegando até 1,75% nos últimos dois anos da série. Os juros são capitalizados trimestralmente e já vêm líquidos de IRS. O investimento mínimo é de 10 euros, com um limite máximo de 100 mil euros por aforrador.
Esta subida marca uma inversão da tendência recente de queda e está ligada à guerra no Médio Oriente, que elevou expectativas de aumento das taxas pelo Banco Central Europeu para controlar a inflação, impulsionada pelos preços do petróleo e do gás.
O aumento de abril torna os Certificados de Aforro uma opção mais atraente, aproximando a remuneração inicial dos níveis da primavera de 2025 e reforçando o papel desta poupança como instrumento seguro e rentável.