Portugal quer posicionar-se como um hub europeu de Inteligência Artificial e a nova Agenda Nacional para a IA (ANIA), aprovada no início de 2026, assume que a atração de talento é decisiva para esse objetivo. O plano define a estratégia nacional até 2030, com um investimento superior a 400 milhões de euros, maioritariamente financiado por fundos europeus.
Um dos principais desafios identificados é a escassez de profissionais altamente qualificados em áreas como ciência de dados, Machine Learning, engenharia de IA e cibersegurança. Para responder a esta lacuna, a ANIA propõe a criação de um regime acelerado de vistos para especialistas em IA, conhecido como AI Fast Track, com menos burocracia e prazos mais curtos.
A intenção do Governo é tornar Portugal mais competitivo na corrida global pelo talento tecnológico, facilitando a entrada de investigadores, engenheiros e outros quadros especializados que reforcem o ecossistema nacional de IA.
Enquanto o novo regime não entra em vigor, continuam disponíveis instrumentos já existentes, como o Tech Visa, o Visto D3, o Cartão Azul da UE e o Startup Visa. A ANIA surge, assim, como um complemento a estes mecanismos, com foco numa resposta mais rápida e ajustada às necessidades reais do setor tecnológico.