A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa aprendeu 6,5 toneladas de cocaína que estavam a ser transportadas num submarino. A embarcação estava a três mil quilómetros de Lisboa. Na operação, cinco tripulantes foram presos, entre eles três brasileiros, um colombiano e um espanhol. A PJ disse que esta foi a maior apreensão “de uma embarcação do tráfico na história do continente europeu”.
Segundo apuramos, o submarino, carregado de cocaína, saiu da capital do Amapá, Macapá, região Norte do Brasil, com destino a diversos países da Europa. Em Portugal, a polícia desvendou que havia uma estrutura de ação a utilizar tecnologia e por trás da operação estava a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com sede em São Paulo, investigada por autoridades policiais da Europa há mais de cinco anos.
O chefe da Polícia Federal (PF) do Brasil em Santos, Rodrigo Perin Nardi, relatou que Gabriel Martinez Souza, conhecido como Fant, e um dos chefes do PCC na Baixada Santista, estava em Portugal. Ele foi apontado como coordenador de um grupo de mergulhadores responsável por esconder os carregamentos de cocaína no casco de navios cargueiros.
“Essa pessoa conhecia a estrutura e esse local em que eles colocavam era perigoso, porque, se o navio fosse acionado, provavelmente, a pessoa seria sugada e viria a óbito. Então, é um trabalho bem meticuloso e que requer uma experiência ali, um trabalho especializado mesmo”, explicou o chefe da PF em Santos.
Ígor Lopes