Portugal está a registar um aumento dos casos de Covid-19 devido à circulação de três novas linhagens da variante Ómicron, identificadas como NB.1.8.1., LP.8.1. e XFG. A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou que o crescimento dos casos tem vindo a verificar-se desde o início de maio e está em linha com o que se observa noutros países europeus.
Apesar do aumento, estas linhagens não são consideradas variantes de preocupação pelas autoridades de saúde internacionais, como o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo estas entidades, não há evidências de que provoquem formas mais graves da doença ou que reduzam a eficácia das vacinas contra casos graves.
No entanto, a DGS alerta que pessoas com comorbilidades ou que nunca foram infetadas correm maior risco de desenvolver sintomas severos.
Desde o final de maio, verifica-se também um aumento da mortalidade específica por Covid-19, algo que as autoridades atribuem à imunidade populacional estar parcialmente diminuída, devido à baixa circulação do vírus durante o último inverno. Isto poderá levar a um acréscimo no número de internamentos nas próximas semanas.
As autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua a ser o principal meio de proteção e aconselham a população a manter as medidas de prevenção, como o uso de máscara, e a contactar o SNS 24 caso surjam sintomas compatíveis com a doença.