A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a analisar a possibilidade de proibir a venda de bebidas energéticas a menores de idade, seguindo o exemplo de outros países europeus.
No Reino Unido, está em consulta pública uma proposta para limitar o consumo a jovens com menos de 16 anos, enquanto Noruega já tem a medida pronta para entrar em vigor em janeiro. Também em Espanha, Alemanha, Eslovénia e Hungria o debate tem ganho força.
Em Portugal, ainda não existe legislação específica, mas os números preocupam: as vendas aumentaram quase 50% em apenas dois anos, com forte adesão entre adolescentes. Especialistas alertam para os riscos do consumo excessivo, devido às altas concentrações de açúcar e cafeína.
Uma lata de 500 ml pode conter o equivalente a 14 pacotes de açúcar e tanta cafeína quanto cinco latas de refrigerante. O consumo frequente está associado a problemas como taquicardia, insónias, ansiedade, tremores, hipertensão e distúrbios gastrointestinais.
A DGS afirma que está a acompanhar a experiência britânica e que, caso os resultados sejam positivos, poderá apresentar uma proposta semelhante em Portugal.