A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores alerta para a escassez de profissionais responsáveis pela vigilância das praias durante a época balnear. Segundo a entidade, o país dispõe de cerca de 5.000 nadadores-salvadores certificados, mas apenas uma parte exerce efetivamente a atividade, ficando aquém das necessidades.
Um dos principais desafios é a dificuldade em manter profissionais na função. Estima-se que quase metade dos nadadores-salvadores abandone a atividade após cada época balnear, devido aos baixos salários, à sazonalidade do trabalho e à falta de incentivos para os jovens.
Apesar de serem formados centenas de novos profissionais todos os anos, muitos optam por não renovar a certificação necessária para continuar a exercer. A situação é agravada pela inexistência de uma carreira específica na função pública, o que limita a valorização da profissão.
A federação defende a criação de uma estratégia nacional que permita melhorar as condições de trabalho, garantir maior estabilidade laboral e assegurar vigilância durante todo o ano em locais com elevada afluência de utilizadores.
Portugal conta atualmente com centenas de praias e zonas balneares oficialmente classificadas, tornando a presença de nadadores-salvadores um elemento fundamental para a segurança dos banhistas. Entretanto, as autoridades reforçam a importância de os frequentadores respeitarem a sinalização existente e seguirem as orientações dos profissionais de vigilância.