Um português de 23 anos criou o WormGPT, uma IA sem restrições capaz de gerar malware, vírus e mensagens de phishing. A ferramenta foi vendida na dark web e usada por dezenas de utilizadores em vários países, atraindo a atenção do FBI, que encaminhou o caso para a Polícia Judiciária.
Detido em 2025, o jovem admitiu os factos e colaborou com as autoridades. Responde por três crimes de sabotagem informática, mas aguarda julgamento em liberdade. Segundo a investigação, terá obtido cerca de 24 mil euros com o projeto, alegando ter recorrido à venda da ferramenta para ajudar a família após o desemprego da mãe. Atualmente, retomou os estudos em Programação e Sistemas de Informação.
De acordo com a investigação, o WormGPT não fazia qualquer filtragem dos pedidos dos utilizadores, ao contrário de plataformas comerciais como o ChatGPT. O sistema fornecia instruções detalhadas para a criação de software malicioso e ataques de phishing, mesmo a pessoas sem conhecimentos técnicos, o que levou as autoridades a considerá-lo uma ferramenta com potencial para facilitar atividades criminosas em larga escala.