Portugal registou 292 casos de mutilação genital feminina (MGF) entre janeiro e dezembro de 2025, um aumento de 15% face ao ano anterior, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Os casos identificados dizem respeito, sobretudo, a mulheres imigrantes oriundas da Guiné-Bissau e da Guiné-Conacri, sendo a maioria detetada durante o acompanhamento da gravidez, no parto ou no período pós-parto.
A maioria dos registos concentrou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, com destaque para o concelho da Amadora e o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca. O tipo I e o tipo II de mutilação foram os mais frequentes, tendo a prática ocorrido, em média, aos 7,7 anos de idade.
A DGS sublinha que o aumento dos casos registados reflete sobretudo uma melhor identificação e notificação por parte dos profissionais de saúde, e não necessariamente um crescimento desta prática, reconhecida internacionalmente como uma grave violação dos direitos humanos.