O Sistema Nacional de Saúde (SNS) iniciou um projeto-piloto para reduzir os tempos de espera para cirurgias, em testes no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa e nas Unidades Locais de Saúde de Coimbra e do Alto Ave.
O novo modelo atribui maior responsabilização aos doentes, que devem escolher entre até três datas de cirurgia propostas pelo SNS ou por unidades privadas, no máximo 48 horas após ultrapassado o prazo máximo recomendado de espera. Quem recusar todas as opções será retirado da lista de espera.
O sistema prevê que os utentes sejam contactados por telefone com, pelo menos, 15 dias de antecedência antes de ultrapassarem o tempo máximo de espera. Inicialmente, o projeto aplica-se apenas às cirurgias; a marcação de consultas de especialidade deverá ser testada em abril/maio de 2026.
Além disso, o modelo permite às pessoas acompanhar a sua posição na lista de espera através da aplicação ou portal SNS24. O sistema também introduz cirurgias fora do horário laboral, com incentivo financeiro para os médicos. Se os testes correrem bem, o modelo substituirá o atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) e poderá ser implementado em todo o país dentro de um ano.