As viagens turísticas realizadas por residentes em Portugal diminuíram 1,5% no segundo trimestre de 2026, totalizando 5,9 milhões, segundo os dados divulgados a 28 de Outubro. A descida interrompeu a tendência de crescimento observada desde o terceiro trimestre de 2024, depois de, nos primeiros três meses do ano, as deslocações terem aumentado 7%.
A redução foi impulsionada pelas viagens dentro do território nacional, que recuaram 3,8%, para 4,8 milhões, correspondendo a 81,8% do total. Em contrapartida, as deslocações ao estrangeiro cresceram 10%, atingindo 1,1 milhões de viagens e representando 18,2% do total. Apesar da subida, o crescimento das viagens internacionais foi inferior ao registado no primeiro trimestre, quando alcançou 30%.
As principais motivações para viajar foram o lazer, a recreação e as férias, responsáveis por 2,9 milhões de deslocações, equivalentes a 49,9% do total. A visita a familiares ou amigos constituiu a segunda principal razão, com 2,1 milhões de viagens, representando 36,2%. Face ao período homólogo de 2025, o peso das viagens por lazer aumentou 0,1 pontos percentuais, enquanto o das visitas a familiares ou amigos diminuiu 0,3 pontos percentuais.
No alojamento, os hotéis e estabelecimentos similares concentraram 34% das dormidas, num total de 6,4 milhões. Contudo, o alojamento privado gratuito, como a estadia em casa de familiares ou amigos, continuou a ser a opção predominante, representando 53% das dormidas, correspondentes a 10,1 milhões. Os dados evidenciam a importância das redes familiares e pessoais nas deslocações turísticas dos residentes.
A internet foi utilizada no planeamento de 32,3% das viagens, mais 2,2 pontos percentuais do que no período de comparação indicado. A utilização de ferramentas digitais foi particularmente expressiva nas deslocações ao estrangeiro, abrangendo 69,9% dos casos, enquanto nas viagens nacionais se situou nos 23,9%. Os resultados mostram, assim, diferenças significativas entre os hábitos de planeamento das viagens dentro e fora de Portugal.