O consórcio formado pelas petrolíferas Shell e Petrobras reuniu-se esta terça-feira com o Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, para fazer um ponto de situação sobre as actividades de prospecção de petróleo e gás no país. No encontro, as empresas informaram o Governo de que os resultados dos poços perfurados nos blocos Jaca-1 e Falcão não revelaram, até ao momento, viabilidade comercial.
Segundo o consórcio, o poço Falcão, recentemente testado, e o Jaca-1, perfurado em 2022, apresentaram dados geológicos que não permitem avançar para uma fase de exploração comercial. Apesar disso, as empresas reafirmaram o compromisso com o país e anunciaram a intenção de avaliar novos blocos, incluindo o bloco 4, onde os trabalhos de pesquisa deverão arrancar em breve.
Shell e Petrobras sublinharam que os resultados obtidos obrigam a um processo aprofundado de reavaliação técnica, nomeadamente a revisão dos modelos geológicos e dos estudos sísmicos existentes, antes de qualquer nova perfuração. As petrolíferas pediram, por isso, paciência às autoridades, explicando que a ausência de operações visíveis no mar não significa a suspensão dos trabalhos.
De acordo com o consórcio, a experiência da Petrobras em exploração em águas profundas constitui um factor determinante neste processo de reanálise, sendo vista como uma mais-valia para reforçar a qualidade técnica das avaliações em curso. O Governo são-tomense foi informado de que os estudos continuam a decorrer nos bastidores, com vista a identificar oportunidades futuras no sector energético do país.