Nos dias 11 e 12 de abril, Timor-Leste recebeu a 6.ª Reunião Ministerial do g7+, assinalando os 15 anos da criação deste grupo intergovernamental composto por países afetados por conflitos e fragilidade.
O encontro, realizado no Centro de Convenções de Díli, reuniu ministros dos Negócios Estrangeiros dos países-membros, parceiros internacionais e representantes da ONU, com o objetivo de rever os progressos alcançados e traçar uma nova estratégia de cooperação.
Na sessão de abertura, o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, Bendito dos Santos Freitas, destacou o g7+ como uma “voz poderosa” para os Estados frágeis, promovendo soluções lideradas pelos próprios países.
Por seu lado, o Presidente da República, José Ramos-Horta, sublinhou que a paz duradoura deve ser construída internamente, por quem viveu o conflito, e não imposta externamente.
O primeiro-ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, defendeu um novo rumo para o grupo, propondo mais diálogo nacional, reforço da aprendizagem entre países, valorização dos Estados frágeis como parceiros iguais e mobilização de investimento político e financeiro para formar um bloco pela paz.
Durante a reunião, os participantes aprovaram um novo quadro estratégico de cooperação e elegeram a nova presidência do g7+, reafirmando o compromisso do grupo com a resiliência, o desenvolvimento inclusivo e a solidariedade entre os seus membros.