O secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri, considera que o país não está preparado para ter uma relação económica e comercial de igual para igual com os outros membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, sigla inglesa).
Alkatiri disse em entrevista à “Lusa” que o mais importante é Timor-Leste definir o que quer da ASEAN. A seu ver, a organização regional deve ser “uma das plataformas da globalização de Timor-Leste” e o país, integrado na ASEAN, “podia desempenhar um papel crucial na relação com a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]”.
“Nós somos um país pequeno, mas somos um país privilegiado em termos de geopolítica, e isto deve ser entendido não só politicamente, mas deve ser fundamentalmente entendido também económica e financeiramente, comercialmente”, partilhou.
Recorde-se que, em maio de 2023, a ASEAN aprovou um roteiro em conjunto com Timor-Leste para a adesão total, prevista para 2025, que inclui a preparação de recursos humanos, construção de infraestruturas e a adoção de acordos da organização.
Os Estados-membros da ASEAN são, atualmente, o Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietname.