O Conselho de Imprensa de Timor-Leste denunciou nesta quarta-feira, 04 de setembro, que têm sido feitas ameaças à liberdade de imprensa no país.
A denúncia aconteceu após duas jornalistas timorenses terem sido impedidas, na terça-feira, de realizarem o seu trabalho pelas forças de segurança. Antónia Martins e Susana Cardoso queriam fazer a cobertura de um processo de despejo de vendedores ambulantes no mercado de Cômoro, em Díli, tendo uma delas sido detida.
A sociedade civil timorense tem denunciado despejos “forçados e ilegais” realizados pelo Governo, sem terem sido apresentadas alternativas aos visados.
“Especialmente no contexto da visita do Papa, o Conselho continua a exercer seu mandato para garantir e promover a liberdade de imprensa, permitindo que os meios de comunicação e os jornalistas realizem suas atividades jornalísticas de forma livre no contexto de cobertura e publicação”, declarou o Conselho de Imprensa no comunicado lido aos jornalistas na sede do órgão, em Díli.
“É fundamental que as entidades do Estado, especialmente órgãos como a polícia, respeitem o trabalho dos jornalistas em campo”, concluiu.
Timor-Leste desceu 10 posições no ranking da liberdade de imprensa de 2024, em comparação com 2023, tendo caído assim da 10.ª para a 20ª posição. O ranking é elaborado pelos Repórteres Sem Fronteiras.