A Segunda Conferência Internacional de Díli sobre o Direito do Mar terminou esta sexta-feira, 16 de maio, após dois dias de debates sobre a governação dos oceanos e a justiça climática.
Organizada pelo Gabinete das Fronteiras Terrestres e Marítimas (GFTM), a conferência reuniu especialistas, diplomatas e representantes de organizações internacionais, com o objetivo de promover soluções jurídicas pacíficas para disputas marítimas e reforçar a cooperação regional.
O primeiro-ministro timorense, Kay Rala Xanana Gusmão, destacou a importância do direito internacional na preservação da paz e da soberania dos Estados, sublinhando a experiência de Timor-Leste na conciliação com a Austrália, que resultou no Tratado das Fronteiras Marítimas de 2018. O líder timorense alertou ainda para os impactos das alterações climáticas sobre os pequenos Estados insulares, apelando a uma ação coletiva global para enfrentar os desafios ambientais.
O segundo dia da conferência centrou-se nos efeitos da subida do nível do mar na delimitação marítima e nas implicações do novo Tratado sobre a Biodiversidade em Águas Internacionais.
A sessão de encerramento foi conduzida por Elizabeth Exposto, chefe de gabinete do primeiro-ministro, marcando também os 10 anos do GFTM.