A artista timorense Maria Madeira vai representar o país na Bienal de Veneza, sendo a primeira presença de uma artista do país lusófono no evento. A artista vai apresentar uma instalação sobre a luta da mulher timorense na ocupação Indonésia.
A Bienal de Veneza decorre em abril e será uma oportunidade para a defensora dos direitos das mulheres contar a história das mulheres timorenses e da sua luta durante a ocupação indonésia, através dos símbolos, métodos e materiais da cultura timorense.
Maria Madeira, que já expôs na Austrália, Portugal, Brasil, Macau, Indonésia e Timor-Leste, espera que a participação na mostra italiana abra as portas a outros artistas timorenses e desenvolva o setor das artes do país.
Natural de Timor, Maria Madeira viveu num campo de refugiados da Cruz Vermelha, nos subúrbios de Lisboa, após ter sido retirada, juntamente com a família, durante a ocupação indonésia. Em 1983, a família emigrou para a Austrália, país onde a artista vive e estudou artes, ciência política e tirou o doutoramento em filosofia da arte.