Timor-Leste retificou o voto na resolução da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ao passar a exigir um cessar-fogo imediato em Gaza e a defender a responsabilização de Israel pelo não cumprimento das obrigações humanitárias.
Anteriormente, o país tinha optado por se abster de votar na resolução do conflito no Médio Oriente.
É através de uma carta divulgada pela Presidência timorense e dirigida ao presidente da 79.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, Philemon Yang, que Timor-Leste solicita a retificação, realçando que “pretendia votar a favor da resolução”.
“Após reflexão aprofundada, tornou-se claro que a nossa abstenção de 12 de junho de 2025 não reflete com exatidão a nossa posição face ao sofrimento do povo palestiniano, causado por violência e mortes indiscriminadas”, é mencionado.
“Timor-Leste mantém-se firme no seu apoio à causa palestiniana e defende a cessação imediata da guerra, bem como a proteção dos civis e o respeito pelas obrigações legais e humanitárias. Apelamos igualmente ao fim do conflito em Gaza e à libertação, em condições de segurança, dos reféns detidos em Gaza e seu regresso a Israel”, conclui.
Intitulada “Ações ilegais israelitas em Jerusalém Oriental ocupada e no resto do Território Palestino Ocupado”, a resolução da ONU condena o aproveitamento da fome contra civis “como método de guerra” e a “negação ilegal de acesso humanitário”.