O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, está a ser acusado pelo Governo de Transição da Guiné-Bissau de “traição à responsabilidade moral dos militares guineenses”, cita a “ANG”.
A crítica foi feita nesta quinta-feira, 18 de dezembro, na sequência das declarações de Ramos-Horta sobre o golpe de Estado ocorrido na Guiné-Bissau a 26 de novembro, após as eleições gerais do dia 23 desse mesmo mês. O representante timorense censurou recentemente em entrevista os militares guineenses pela tomada do poder à força.
A reação do Governo de Transição foi tornada pública através de uma comunicação proferida pelo ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé. Segundo o governante, as Forças Armadas guineenses atuaram precisamente para impedir a instrumentalização étnicas dos quartéis, uma deriva que disse ser extremamente perigosa para um país que congrega mais de 20 grupos étnicos, e para, por essa via, evitar o risco de “guerra fratricida” entre os guineenses.
“Ramos-Horta devia antes de tudo questionar o ex-Presidente moçambicano Filipe Niusi, cujas declarações ultrapassaram claramente os limites da tolerância, de bom senso e da prudência diplomática”, concluiu Abduramane Turé.