Timor-Leste: PR diz que empresas portuguesas podem usar país como “armazém”

O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, declarou que as empresas portuguesas podem usar o país como “armazém” para reexportarem para o sudeste asiático em áreas como têxteis, calçado ou conservas.

Segundo o governante, o sudeste asiático é o melhor mercado para as empresas portuguesas que têm interesse em expandir-se.

“O mercado é este, do sudeste asiático, com quase 700 milhões de pessoas, dos quais cerca de 200 milhões são já de classe média, com [rendimento] ‘per capita’ mais elevado, com gostos mais refinados”, afirmou em entrevista à agência “Lusa”, em Díli.

“Se eu fosse um empresário timorense ou português fazia de Timor-Leste um armazém de conservas portuguesas, porque o asiático gosta muito de conservas” e “a conserva portuguesa é a melhor do mundo”, acrescentou.

Ramos-Horta defendeu que, para promover este tipo de investimento, os governos timorense e português devem fazer “acordos mais concretos, comerciais, mas com fortes apoios dos bancos portugueses, do banco central português e timorense”.

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