A cada ano, cerca de 1,4 milhão de pessoas morrem no mundo devido a doenças provocadas por água contaminada e falta de saneamento básico — como diarreia, cólera e febre tifoide. Segundo dados divulgados pela ONU, 2 biliões de pessoas não têm acesso à água potável e cerca de 3,4 biliões vivem sem tratamento de esgotos.
Em países de baixo rendimento, a taxa de mortalidade relacionada à falta de água segura pode ser até 500 vezes maior do que em nações desenvolvidas. Além disso, conflitos armados, como os que ocorrem em Gaza, Sudão e Ucrânia, estão a destruir a infraestrutura hídrica, transformando o acesso à água em arma de guerra.
Desastres climáticos, preços elevados e a falta de casas de banho acessíveis agravam ainda mais a desigualdade, afetando especialmente mulheres, meninas, pessoas com deficiência e comunidades vulneráveis.
Em 2026, a ONU sediará uma nova Conferência da Água para pressionar por mais ação política e soluções duradouras. O apelo é claro: governos, empresas e sociedade civil precisam agir juntos para garantir água limpa e saneamento para todos, sem discriminação.