África: Juventude assume papel central na luta contra o VIH

A Conferência Internacional sobre SIDA e Infeções de Transmissão Sexual em África (ICASA) arrancou a 3 de dezembro, em Acra, Gana, com uma sessão de capacitação dedicada ao papel fundamental da juventude na promoção de políticas de saúde sexual e reprodutiva e no combate ao VIH. Realizada no auditório principal do Centro Internacional de Conferências, a sessão reuniu jovens delegados de vários países africanos para debater estratégias de comunicação eficaz orientadas à resolução de problemas e à criação de mudanças duradouras nas comunidades.

Durante a sessão, o UNFPA, em parceria com a Sociedade Africana para a Luta contra a SIDA (ASFA) e outras organizações, apresentou o novo enfoque de comunicação “Problema – Impacto Humano – Solução”. A estratégia visa capacitar jovens a transformar dados recolhidos nas suas comunidades em narrativas fortes, capazes de influenciar decisores políticos e mobilizar apoio social. Os formadores — Winnie Tomonkoua, da AfriYAN, a Dra. Esther Somefun, do UNFPA Nigéria, e Coulibaly Zié Oumar, da REMAPSEN — introduziram conceitos de incidência política e comunicação para a mudança social, reforçando a importância dos meios de comunicação e das redes sociais na promoção da saúde.

Segundo a Dra. Esther Somefun, o objetivo é que os participantes adquiram ferramentas práticas para documentar evidências, amplificar mensagens e estruturar relatórios de políticas que possam influenciar governos. A responsável explicou ainda que o UNFPA planeia integrar este modelo de comunicação em programas de desenvolvimento de capacidades, ações de formação e campanhas de sensibilização, garantindo que os conteúdos reflitam as vivências dos jovens e os motivem à ação.

O primeiro dia da ICASA destacou igualmente a importância da soberania africana no financiamento da saúde, sublinhando que a mobilização de recursos nacionais é essencial para a sustentabilidade das iniciativas apresentadas. Os participantes defenderam que o sucesso das políticas de saúde sexual e reprodutiva destinadas aos jovens dependerá do compromisso dos governos africanos em disponibilizar recursos locais suficientes para fortalecer e expandir estes programas.

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