O Parlamento Pan-Africano (PAP) lamenta a prevalência das crises de conflitos devastadores, que resultam em graves crises humanitárias na República Democrática do Congo e no Sudão.
Os dois países enfrentam uma profunda crise de instabilidade, que tem provocado milhares de mortes, milhões de deslocados e várias pessoas em situação de insegurança alimentar.
A preocupação foi manifestada recentemente pelo presidente do PAP, Fortune Charumbira, em Midrand, na África do Sul, antes da abertura da Sessão dos Comités Permanentes, que começa esta segunda-feira sob o lema da União Africana: “Justiça para africanos e pessoas de ascendência africana por meio de reparações”.
O líder do Parlamento Pan-Africano defende que é urgente que as lideranças africanas cumpram a promessa de “Silenciar as armas até 2030”, ao mesmo tempo que chama a União Africana a refletir sobre os resultados de inúmeras iniciativas de resolução de conflitos.
Na mesma ocasião, Fortune Charumbira comentou sobre a recente suspensão de 90 dias da assistência externa dos Estados Unidos da América.
Ele considera que a África deve reduzir a dependência da ajuda externa e passar a alavancar seus abundantes recursos naturais para alcançar a autossuficiência económica.