O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que África ocupe o seu lugar de direito como potência de energia limpa. Destacou que o continente possui 60% dos melhores recursos solares do mundo e um terço dos minerais essenciais para a transição energética.
Apesar dessas riquezas, Guterres lamentou que a África tenha apenas 1,5% da capacidade solar instalada e 600 milhões de pessoas ainda sem acesso à eletricidade.
Por outro lado, lamentou também a forma como a exploração de recursos empurra as comunidades africanas para o fundo das cadeias de valor.
Neste quadro, apontou o passado colonialista como responsável por muitos desafios atuais, incluindo conflitos e má governação. Sublinhou, ainda, que as injustiças históricas precisam ser enfrentadas com medidas concretas de reparação e responsabilização.
Guterres pediu à comunidade internacional parcerias respeitosas e igualitárias, que permitam aos africanos prosperar e ocupar o seu lugar na tomada de decisões globais.
Guterres defendeu ainda uma representação africana permanente no Conselho de Segurança da ONU e a reestruturação das dívidas externas.