A Unidade de Recuperação de Activos do Lesoto foi oficialmente dissolvida esta semana após uma ordem do governo, alegando que a equipa não estava devidamente registada no Diário Oficial, avança o portal de notícias All Africa.
O encerramento ocorre pouco tempo depois daquela unidade ter exposto graves irregularidades envolvendo a distribuição de terrenos estatais a altos funcionários do governo, incluindo o vice-primeiro-ministro Nthomeng Majara, ex-ministros e juízes.
Segundo o All Africa, durante sua investigação, a unidade revelou que 97 dos 1.601 terrenos de propriedade do governo haviam sido transferidos para indivíduos privados em circunstâncias que levantam sérias suspeitas de corrupção.
Os investigadores descobriram ainda que apenas 987 dos 1.579 veículos governamentais registados puderam ser localizados, apesar de registos indicarem que quase 3.900 veículos foram abastecidos sob contratos governamentais, gerando ainda mais questionamentos sobre a gestão pública.
A dissolução da unidade aconteceu um mês após estas revelações e gerou ampla indignação.
Os críticos do país alegam que o fecho foi uma tentativa de encobrir a extensão da corrupção no Governo. No entanto, de acordo com All Africa, a administração do Lesoto defendeu a decisão, afirmando que a unidade poderá retomar seus trabalhos assim que estiver formalmente registada no Diário Oficial.