A Comunicação Social do Maláui é chamada a ter uma abordagem humanizada ao relatar histórias relacionadas com a Violência Baseada no Género para evitar dupla vitimização dos sobreviventes.
O apelo foi expresso na sexta-feira (6) pela especialista em Género e Violência do FNUAP, Beatrice Kumwenda, durante uma formação, na capital do país, para jornalistas sobre exploração e abuso sexual.
“Acreditamos que a media é uma parte interessada e esperamos que os jornalistas sejam éticos em suas reportagens e garantam que os sobreviventes da Violência Baseada no Género sejam protegidos em termos dos seus direitos”, apelou.
A formação de três dias, que teve também o apoio da ONU Mulheres, transmitiu aos jornalistas o uso de terminologias correctas, garantindo que as vítimas não sejam alvos de preconceitos e estereótipos que aumentem a vulnerabilidade.
O Director Executivo do Centro de Jornalismo Investigativo no Maláui, Collins Mtika, também esteve presente na formação, salientou que os jornalistas desempenham grande papel para conter a violência baseada no género e, por isso, precisam de verificar forma cuidada a linguagem que usam nas suas reportagens.