Os antigos ministros Sam Kawele, da pasta da Agricultura, Sosten Gwengwe, das Finanças, e Collen Zamba, secretária de Estado, estão detidos desde segunda-feira (2), acusados de crimes de corrupção, branqueamento de capitais e abuso de poder, que culminaram no desvio de 200 mil milhões de kwachas, o equivalente a cerca de 15 milhões de dólares.
A Polícia Fiscal do país suspeita que estes dirigentes tenham usado a sua influência para conceder financiamento a uma empresa romena denominada East Bridge, declarada falida, com dívidas não pagas na Europa.
O vice-porta-voz da polícia malauiana, Alfred Chinthere, disse à jornalistas que a empresa East Bridge recebeu, por intermédio dos detidos, um contrato no valor de 350 milhões de dólares para fornecer fertilizantes, o que nunca chegou a acontecer.
Segundo a mesma fonte policial, alguns pagamentos relacionados com a alegada entrega de fertilizantes foram efectuados por terceiros, entre eles cidadãos malauianos e um zimbabuano.
A empresa terá ainda recebido outros montantes do governo malauiano para a compra de tabaco aos agricultores locais, mas, apesar disso, declarou os valores como sendo fundos próprios.
Após a recolha das provas, os altos dirigentes do governo do ex-presidente Lazarus Chakwera serão julgados e responsabilizados de acordo com a lei.