Os rebeldes do M23, apoiados pelo Ruanda, raptaram pelo menos 130 doentes e feridos de dois hospitais no leste da República Democrática do Congo (RDC), denunciou a ONU.
A ação ocorreu a 28 de fevereiro, quando o grupo invadiu os hospitais CBCA Ndosho e Heal Africa, em Goma, cidade estratégica sob seu controlo.
Os insurgentes acusaram os pacientes de pertencerem ao exército congolês ou à milícia pró-governamental Wazalendo. “É alarmante que o M23 esteja a retirar doentes à força e a mantê-los incomunicáveis”, alertou a ONU, exigindo a sua libertação imediata.
O M23 tem avançado rapidamente, capturando cidades estratégicas e causando cerca de 3 mil mortes este ano. Após conquistar Goma e Bukavu, ameaça agora avançar sobre Kinshasa.
A região, rica em ouro e coltan, desperta o interesse de vários atores.
Vários especialistas da ONU apontam o envolvimento de cerca de 4 mil soldados ruandeses, enquanto Kigali acusa Kinshasa de recrutar combatentes hutus ligados ao genocídio de 1994.
Na semana passada, explosões num comício do M23 em Bukavu provocaram 11 mortos e vários feridos.