Professores da rede pública do Zimbábue anunciaram que passarão a trabalhar apenas três dias por semana, enquanto os outros dois dias úteis serão destinados a atividades de geração de renda.
A decisão foi anunciada pela Amalgamated Rural Teachers Union of Zimbabwe (ARTUZ), o sindicato dos professores locais que atribui a medida à deterioração dos salários e das condições de trabalho.
Segundo a ARTUZ, a decisão resulta de uma crise salarial que permanece sem solução e que, de acordo com a organização, tem dificultado a presença regular dos professores nas escolas públicas.
A organização afirma que uma avaliação das condições de vida e trabalho dos professores estabeleceu em US$ 1.260 o salário básico necessário para garantir um padrão de vida considerado digno.
No mesmo comunicado, o sindicato apelou ao governo para resolver a disputa antes da reabertura das escolas, advertindo que a manutenção do impasse poderá afectar o funcionamento normal das instituições de ensino e provocar interrupções no processo de aprendizagem.