Os Estados Unidos iniciaram uma investigação a 60 economias, incluindo Angola, Brasil e países da União Europeia, para avaliar se tomaram medidas eficazes para evitar a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Segundo Jamieson Greer, representante da Casa Branca para o Comércio, muitos governos não aplicaram políticas adequadas, obrigando os EUA a competir com produtores estrangeiros que podem ter “vantagens de custo artificiais”. As investigações analisarão se as práticas comerciais desses países são “irrazoáveis ou discriminatórias” e representam restrições ao comércio norte-americano.
A lista inclui grandes economias como China, Índia, Japão, Israel, Canadá, Austrália, Rússia, Coreia do Sul, Reino Unido e México. O processo, baseado na Lei do Comércio de 1974, poderá resultar em novas tarifas de importação. Greer destacou que o objetivo principal é proteger os empregos nos EUA.
Após a decisão do Supremo Tribunal que bloqueou sobretaxas anteriores, Washington já aplicou uma tarifa de 10% sobre certos bens estrangeiros, com validade até 24 de julho, podendo ser aumentada futuramente para 15%.