Os Presidentes da China e dos Estados Unidos manifestaram disponibilidade para reforçar o diálogo e a cooperação bilateral durante uma conversa telefónica, descrita por Washington como “extremamente boa” e por Pequim como demonstrativa de confiança mútua.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi Jinping afirmou estar disposto a trabalhar com Donald Trump para conduzir de forma estável a relação entre os dois países, defendendo avanços graduais assentes na igualdade, no respeito e no benefício mútuo. O líder chinês sublinhou ainda que divergências podem ser resolvidas através do diálogo e que 2026 poderá ser um ano de progresso na coexistência pacífica entre as duas maiores economias do mundo.
A questão de Taiwan foi apontada por Pequim como o tema mais sensível das relações bilaterais, com Xi a reiterar que a ilha faz parte do território chinês e a apelar à cautela dos Estados Unidos na venda de armas.
Do lado norte-americano, Trump classificou a conversa como “longa e minuciosa”, referindo que foram discutidos temas como comércio, defesa, Ucrânia, Irão e Taiwan. Indicou ainda uma possível visita oficial à China em abril e afirmou que Pequim planeia aumentar as compras de produtos agrícolas norte-americanos, incluindo soja.
A chamada ocorreu no mesmo dia em que Xi Jinping manteve uma videoconferência com o Presidente russo, Vladimir Putin, num contexto marcado pelo fim iminente do tratado START III de desarmamento nuclear.