EUA cobiçam Gronelândia e UE diz que território não está “à venda”

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, manifestou novamente interesse pela anexação da Gronelândia. De acordo com o governante, os EUA precisam deste território dinamarquês autónomo “do ponto de vista da segurança nacional”.

As declarações foram feitas à imprensa depois de os EUA terem realizado uma ação militar na Venezuela para capturar o Presidente Nicolás Maduro. Líderes dinamarqueses já apelaram anteriormente ao “respeito total” pela integridade do território dinamarquês.

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielsen, disse considerar a ideia de controlo dos EUA uma “fantasia” e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que “os EUA não têm direito de anexar nenhuma das três nações do reino dinamarquês”.

Por sua vez, a União Europeia (UE) reagiu às recentes declarações de Trump, ao avisar que a Gronelândia não é “um bocado de terra que esteja à venda”.

“Estamos em contacto com a Gronelândia e o seu primeiro-ministro, Jens Frederik Nielsen, e garantimos que o território não é um pedaço de terra que esteja à venda”, partilhou em conferência de imprensa a porta-voz do executivo comunitário, Paula Pinho.

Já a porta-voz para a Política Externa, Annitta Hipper, reiterou que a UE “continuará a defender os princípios de soberania nacional, de integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras”, sobretudo “se a integridade territorial de um Estado-Membro da União Europeia for posta em causa”.

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