Os Estados Unidos classificaram como “produtivas e construtivas” as recentes conversações mantidas com representantes da Ucrânia, da Europa e da Rússia, realizadas em Miami, e propuseram a retoma de negociações presenciais entre Kiev e Moscovo, desta vez num formato trilateral.
Segundo o enviado especial norte-americano Steve Witkoff, o objetivo passa por alinhar uma estratégia comum entre Ucrânia, EUA e aliados europeus, com prioridade para travar as mortes, garantir a segurança e criar condições para a estabilidade futura. Washington acredita que a Rússia continua empenhada num acordo de paz, embora Kiev mantenha reservas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, mostrou ceticismo quanto às intenções de Moscovo e defendeu maior pressão dos EUA sobre o Kremlin. Alertou ainda para sinais negativos no terreno, como ataques contínuos e crimes de guerra.
A proposta surge após reuniões entre enviados norte-americanos e russos e num contexto de esforços diplomáticos intensificados para pôr fim a uma guerra que já dura quase quatro anos.
Apesar das divergências, Kiev admite participar em conversações trilaterais se estas resultarem em avanços concretos, como trocas de prisioneiros ou progressos políticos.