Os Estados Unidos querem endurecer o processo de obtenção do ESTA, a autorização eletrónica necessária para viajantes de 41 países isentos de visto. A nova proposta do Customs and Border Protection (CBP) tornaria obrigatório disponibilizar todo o histórico público de redes sociais dos últimos cinco anos, algo que hoje é facultativo.
Além disso, os viajantes teriam de fornecer todos os e-mails e números de telefone usados no mesmo período, bem como nomes e datas de nascimento de familiares próximos. O CBP quer ainda introduzir uma selfie obrigatória e obter permissão para recolher mais dados biométricos, incluindo ADN e digitalizações da íris.
O objetivo declarado é reforçar a triagem de segurança — algo que ganha relevo após vários casos de turistas impedidos de entrar nos EUA devido a publicações críticas sobre Donald Trump ou JD Vance.
As novas exigências surgem em vésperas do Mundial de Futebol 2026, que deverá atrair milhões de visitantes. Paralelamente, os EUA estão também a apertar o controlo digital noutros tipos de visto, como o H-1B, onde trabalhadores estrangeiros já são obrigados a ter contas públicas para inspeção.
A proposta estará aberta a comentários durante 60 dias. Entretanto, multiplicam-se críticas de que o aumento do controlo e dos custos — incluindo taxas mais elevadas para estrangeiros nos parques nacionais — poderá afastar turistas num momento em que os números ainda não recuperaram totalmente da pandemia.