O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a apreensão de um petroleiro venezuelano numa operação realizada por comandos da Guarda Costeira a nordeste de Caracas. O destino do petroleiro era Cuba, segundo informações.
Em declarações a jornalistas credenciados na Casa Branca, Trump confirmou a ação e classificou-a como “bem feita”, sem entrar em mais detalhes.
Petroleiros partem de portos venezuelanos com destino a Cuba, e de lá o combustível é transferido para navios de outros países “não sancionados” pelos Estados Unidos, principalmente com destino à China e ao Irão.
A reação do regime de Nicolás Maduro foi imediata, classificando o ato como “roubo descarado” e “pirataria internacional”. “Este novo ato criminoso soma-se ao roubo de ativos estratégicos pertencentes a todos os venezuelanos”, explicaram em comunicado.
A apreensão do petroleiro ocorreu no dia da cerimónia do Prémio Nobel da Paz, que em sua edição de 2025 foi concedido à líder da oposição Maria Corina Machado, que não pôde comparecer à cerimônia e foi substituída pela sua filha, Ana Corina.
Machado partiu por mar, passando por Curaçao, e atualmente encontra-se em Oslo, na Noruega.