A ONU criou um painel científico global de 40 membros para avaliar os riscos da inteligência artificial (IA), mesmo com a oposição dos Estados Unidos. A Assembleia-Geral aprovou a iniciativa com 117 votos a favor, 2 contra (EUA e Paraguai) e 2 abstenções (Tunísia e Ucrânia). Rússia, China e aliados europeus apoiaram.
O Painel Científico Internacional Independente sobre IA publicará relatórios anuais sobre riscos, oportunidades e impactos da IA, considerado pelo secretário-geral António Guterres um passo crucial para a compreensão científica global da tecnologia.
A decisão surge em meio a alertas de ex-funcionários de empresas como Anthropic e OpenAI sobre os perigos da IA. Figuras como Dario Amodei, Sam Altman e Steve Wozniak também alertaram para os riscos.
O painel inclui 11 representantes europeus e dois norte-americanos: Vipin Kumar e Martha Palmer. A representante dos EUA, Lauren Lovelace, considerou a iniciativa uma “intromissão significativa”, defendendo que a ONU deve focar-se em paz, direitos humanos e assistência humanitária, e não na regulamentação da IA.
O presidente Donald Trump apoia regulamentação mínima, procurando reduzir burocracias e evitar leis estaduais divergentes, numa corrida tecnológica em que EUA e China são rivais.