A União Europeia enfrenta uma semana decisiva nas relações com os Estados Unidos, procurando reduzir as tensões em torno da Gronelândia e, em simultâneo, preparar uma resposta caso Donald Trump avance com novas tarifas a partir de 1 de fevereiro.
Reunidos em Bruxelas, os embaixadores da UE defenderam que se dê prioridade ao diálogo diplomático, na expectativa de que as ameaças de Trump resultem de um mal-entendido sobre o destacamento militar europeu na Gronelândia. Líderes como Giorgia Meloni admitem falhas de comunicação, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, poderá intervir junto do presidente norte-americano durante o Fórum Económico Mundial de Davos.
Se a diplomacia falhar, a UE poderá deixar caducar a suspensão de um pacote de 93 mil milhões de euros em tarifas de retaliação sobre produtos norte-americanos, que entraria automaticamente em vigor a 7 de fevereiro. Outra opção em análise é o Instrumento Anti-Coerção, a chamada “bazuca comercial”, embora haja reservas quanto à sua aplicação imediata.
Bruxelas acompanha ainda com atenção a decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump, esperando que a justiça norte-americana possa travar a escalada do conflito comercial.