Acordo MERCOSUL-União Europeia entra em vigor de forma provisória

Foto: divulgação/Mercosul/Unidade de Comunicação do MERCOSUL

A aplicação provisória do Acordo entre o MERCOSUL e a União Europeia entrou em vigor a 1 de maio, marcando um novo capítulo nas relações económicas entre os dois blocos. O entendimento estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 750 milhões de pessoas e cerca de 20% do Produto Interno Bruto global, segundo dados institucionais divulgados pelas autoridades envolvidas.

O acordo assenta na integração regional, no desenvolvimento e na cooperação internacional, com base em regras comerciais definidas. Entre os principais pontos, destacam-se a criação de um quadro regulatório comum para impulsionar o investimento e o comércio, a modernização das regras de origem e o aumento da previsibilidade para empresas exportadoras. O entendimento prevê ainda a harmonização de normas sanitárias, fitossanitárias e técnicas, bem como padrões laborais, com o objetivo de reduzir barreiras e facilitar o fluxo de bens e serviços.

A entrada em vigor desta fase inicial reflete o compromisso político dos países envolvidos com a diversificação de parcerias económicas e o reforço das cadeias de valor entre América do Sul e Europa.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil indicou que a medida integra uma estratégia mais ampla de abertura de mercados, que inclui acordos recentes do MERCOSUL com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio, além de negociações em curso com países como Canadá, Emirados Árabes Unidos, Vietname e Índia.

Já pela parte europeia, o objetivo é garantir que os produtos europeus possam chegar ao vasto universo do Mercosul.

O acordo prevê um fluxo comercial anual superior a 100 mil milhões de dólares, consolidando a ligação entre dois espaços económicos relevantes no cenário internacional.

A expectativa das autoridades é que a iniciativa “contribua para o aumento da competitividade das empresas, a expansão das exportações e a criação de oportunidades económicas em ambas as regiões”.

Ígor Lopes

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