Os desaparecimentos de mulheres estão a crescer de forma preocupante na América Latina, impulsionados por fatores como pobreza, violência doméstica, criminalidade organizada e tráfico de pessoas.
Casos como o de famílias que procuram vítimas há anos repetem-se em vários países da região, especialmente no México e no Peru, onde há registo de aumento significativo de mulheres e meninas desaparecidas.
Organizações de direitos humanos apontam que muitas destas situações estão ligadas a redes de exploração sexual e tráfico humano, que afetam sobretudo jovens em contextos vulneráveis. Em vários casos, as vítimas são aliciadas com falsas ofertas de trabalho ou raptadas por grupos criminosos.
Especialistas alertam ainda para a falta de políticas públicas eficazes e de sistemas de dados integrados, o que dificulta a identificação e resolução dos casos. A maioria das vítimas continua a ser composta por mulheres e menores, evidenciando um padrão estrutural de violência de género na região.