Venezuela: Maduro assume presidência da Venezuela sob acusação de golpe de Estado

Nicolás Maduro assume o terceiro mandato na presidência da Venezuela, num ato descrito como um golpe de Estado pela comunidade internacional. Estava acompanhado pelos chefes de Estado de Cuba, Congo e Nicarágua.

Com a cidade de Caracas fortemente militarizada após os dias de protesto convocados por María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, Maduro prometeu defender o povo venezuelano e as suas instituições.

Até à data, o Conselho Nacional Eleitoral liderado por Elvis Amoroso ainda não apresentou os dados eleitorais de 28 de julho, escondendo-se atrás de um ciberataque.

A Plataforma Unitária Democrática informou através de comunicado que o ato da investidura presidencial constitui um golpe de Estado e apelou aos cidadãos para que permanecessem firmes na rejeição desta cerimónia irracional.

O Embaixador Edmundo González Urrutia garantiu que esteve próximo da Venezuela e que oportunamente entrará em território venezuelano para assumir as responsabilidades que lhe foram confiadas por quase 7 milhões de eleitores.

Após a “investitura”, a União Europeia procedeu à sanção de 15 altos funcionários do regime de Maduro, incluindo membros do alto comando militar, do poder eleitoral e do Ministério Público.

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