A economia da Síria deverá registar um crescimento modesto de 1% em 2025, após uma contração de 1,5% no ano anterior, segundo o mais recente relatório do Banco Mundial. A avaliação destaca os persistentes desafios enfrentados pelo país, incluindo instabilidade regional, escassez de liquidez, sanções internacionais e a suspensão de assistência externa.
Desde o início do conflito em 2011, a Síria sofreu uma perda económica acumulada superior a 50% do seu PIB. Em 2024, o rendimento nacional bruto per capita caiu para apenas 830 dólares, colocando o país abaixo do limiar de rendimento dos países de baixa renda. Cerca de um quarto da população vive em pobreza extrema e dois terços estão abaixo da linha de pobreza da renda média-baixa.
Apesar deste cenário preocupante, o novo governo sírio tem vindo a implementar reformas para unificar políticas fiscais e monetárias, promover a boa governação e atrair investimento estrangeiro. Segundo o ministro das Finanças, Yisr Barnieh, a Síria tem potencial para se tornar “uma terra de oportunidades”, desde que conte com apoio externo e um ambiente político e económico estável.
O Banco Mundial alerta, no entanto, para riscos significativos, como a dificuldade em garantir importações de petróleo e a possibilidade de inflação elevada. Ainda assim, um eventual acordo entre o governo de transição e as autoridades do nordeste sírio, bem como uma maior aproximação a países vizinhos, como a Turquia e Estados do Golfo, podem abrir caminho a uma retoma mais sólida.