A autoridade reguladora do mercado da China anunciou, esta segunda-feira, que a NVIDIA violou a lei antimonopólio do país, na sequência de uma investigação preliminar. O processo está ligado à aquisição da israelita Mellanox, concluída em 2020, num negócio que tinha sido aprovado por Pequim, mas sujeito a condições específicas.
A Administração Estatal de Regulamentação do Mercado (SAMR) não detalhou de que forma a tecnológica norte-americana terá infringido a legislação, mas confirmou que a investigação prossegue.
O caso surge num contexto de fortes tensões comerciais entre Washington e Pequim.
As negociações retomaram no domingo, em Madrid, depois de a China ter anunciado, no sábado, duas novas investigações relacionadas com semicondutores: uma por alegado dumping de chips importados dos EUA e outra sobre práticas discriminatórias ligadas às restrições impostas pelos norte-americanos.
Apesar da pressão regulatória, a NVIDIA tem sublinhado o interesse em manter presença no mercado chinês.
O diretor-executivo da empresa, Jensen Huang, alertou que a ausência de empresas dos EUA poderia abrir espaço para que concorrentes locais, como a Huawei, dominem o setor da inteligência artificial na região, estimado em 50 mil milhões de dólares nos próximos anos.