A plataforma de comércio eletrónico Alibaba anunciou hoje um pacote de incentivos no valor de 7 mil milhões de dólares (cerca de 6,5 mil milhões de euros) para impulsionar o consumo interno na China. A iniciativa será aplicada ao longo de 12 meses, começando esta semana, e está focada sobretudo na funcionalidade de “compras relâmpago” da aplicação Taobao, líder do setor desde 2003.
Entre as medidas estão “envelopes vermelhos” digitais, descontos, entregas gratuitas e reduções nas comissões cobradas aos vendedores, que serão atribuídos diretamente a consumidores e comerciantes. A Alibaba justifica que pretende, assim, “oferecer experiências preferenciais e serviços mais convenientes, estimulando a vitalidade do consumo”.
Esta decisão ocorre num contexto em que a China enfrenta pressões deflacionistas, desaceleração do consumo e uma crise prolongada no setor imobiliário. Para contrariar este cenário, as autoridades têm adotado várias medidas, como cortes nas taxas de juro e incentivos a setores-chave da economia.
Na terça-feira, o Presidente Xi Jinping apelou à criação de um mercado nacional unificado e à regulação da concorrência desordenada, numa reunião de alto nível dedicada à política económica.
Analistas apontam que o Governo chinês procura evitar a competição excessiva como forma de proteger a estabilidade do mercado e reforçar o crescimento económico