A China está a transformar o desenvolvimento do 6G numa prioridade estratégica, vendo esta tecnologia como uma ferramenta essencial para reforçar a sua influência global e autonomia digital.
Mais do que melhorar a velocidade da internet, o 6G será a base de uma nova infraestrutura tecnológica, capaz de suportar inteligência artificial avançada, robótica e sistemas industriais altamente automatizados.
Empresas como a Huawei já estão na linha da frente desta corrida, com testes e avanços significativos. A tecnologia promete velocidades muito superiores ao 5G e latência quase nula, permitindo, por exemplo, o controlo remoto de máquinas com precisão total.
Enquanto isso, países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul aceleram os seus próprios programas, tentando não ficar para trás. A Europa, que enfrentou atrasos no 5G, procura agora recuperar terreno nesta nova fase.
No fundo, o 6G não é apenas uma evolução tecnológica — é uma disputa global por poder económico, industrial e digital nas próximas décadas.